Outros custos acompanham a montagem de um alambique. O produtor tem de ter desde a terra para produzir a cana até as garrafas e os rótulos para deixar a cachaça no ponto para a venda. No caso das marcas mais elaboradas, há ainda o investimento em tecnologia de ponta e marketing.
O sócio da cachaça Mingote, Tancredo Tolentino Filho, diz que têm 40 hectares de cana para a produção da bebida em Cláudio, no Centro-Oeste de Minas. Segundo ele, o custo da matéria-prima por hectare sai perto dos R$ 1.930. Ele conta que a Mingote “nasce” há oito anos. Naquela época, o investimento no alambique ficou perto de R$ 20 mil. “Mas optamos por um estrutura pequena com produção limitada para fazer a cachaça com mais capricho”, diz.
O presidente da Leblon (até então engarrafada na França e só vendida aos EUA e na Europa), Roberto Stoll, conta que acabou de comprar um alambique em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. Ele deve desembolsar perto de US$ 3 milhões, para produzir e engarrafar no país a cachaça de nome internacional. “Tem de investir, porque o mercado exige qualidade”, diz. |