A regulamentação de venda do etanol produzido em pequenas propriedades pode ajudar a reduzir informalidade na produção de cachaça em Minas. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Bebidas de Minas Gerais (Sindibebidas), Cristiano Lamego, a idéia é transformar quem hoje produz a bebida de maneira clandestina em um pequeno empresário formal na área de combustível. Dos 9000 alambiques em funcionamento no Estado, 8500 são irregulares. “Podemos canalizar este pessoal para o etanol”, diz Lamego.
De acordo com ele, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é o grande responsável por afastar o produtor de cachaça do mercado formal. Enquanto o cachaça industrial é taxada, em média, em R$ 0,38 por garrafa, o produto artesanal ou de alambique paga R$ 2,23, em média, por garrafa. O Sindibebidas pretende realizar um estudo de viabilidade técnica para avaliar a migração do produtor de bebida para o mercado de combustível.
Matéria publicada em 08/07/2007 – JORNAL O TEMPO |